Witzel diz que foi “injustiçado” e vai ao STF tentar anular impeachment

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Witzel diz que foi “injustiçado” e vai ao STF tentar anular impeachment

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Após a decisão do TEM (Tribunal Especial Misto), que condenou Wilson Witzel ao impeachment, o ex-governador do Rio de Janeiro afirmou à TV CNN que pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar anular o julgamento.

A medida, contou, será tomada no prazo de duas semanas. A informação foi veiculada pela equipe de reportagem da TV, que informou ter conversado com o político logo após o voto do deputado estadual Alexandre Freitas (Novo), que formou maioria qualificada, garantindo o impeachment. Witzel se disse “injustiçado”.

Impeachment

O tribunal formado por 5 deputados e 5 desembargadores aprovou por unanimidade nesta 6ª feira (30.abr.2021) o impeachment do agora ex-governador Wilson Witzel (PSC). Ele foi destituído do cargo.

O afastamento definitivo foi decidido pelo TEM do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Os detalhes da pena também foram definidos. Por 9 votos a 1, Witzel fica inelegível por 5 anos. O deputado Alexandre Freitas (Novo) votou pela condenação por 4 anos.

Com a aprovação, o vice-governador Claudio Castro (PSC) ficará no comando do Estado do Rio de Janeiro de forma definitiva.

AS ACUSAÇÕES

A acusação afirma que havia um esquema de propina na contratação das organizações sociais da área de saúde e que Witzel era um dos beneficiários. Os pagamentos teriam sido de R$ 55 milhões.

O governador foi afastado em 28 de agosto. A decisão foi do ministro Benedito Gonçalves, do STJ. O afastamento foi determinado depois da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, e de duas operações realizadas em maio, Favorito e Placebo, que apuraram irregularidades na Saúde do Estado.

Witzel também é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O MPF (Ministério Público Federal) apresentou denúncia em 14 de setembro. Witzel é apontado como integrante de suposto esquema de desvios de recursos da Saúde, de fraudes e de superfaturamento em contratos emergenciais.

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