RN volta a ter mais de 100 pessoas em fila de espera por UTI para Covid-19; taxa de ocupação passa de 98%

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RN volta a ter mais de 100 pessoas em fila de espera por UTI para Covid-19; taxa de ocupação passa de 98%

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O Rio Grande do Norte voltou a ter mais de 100 pessoas na fila de espera por um leito de UTI para tratamento da Covid-19. A informação é do sistema Regula RN, usado na administração dos leitos públicos no estado.

Por volta das 9h20 deste domingo (30) havia 106 pessoas na fila em todo o estado e apenas 6 leitos disponíveis na rede pública – todos eles na região metropolitana de Natal.

Rede pública do RN registra mais de 100 pessoas na fila de espera por leito crítico no estado. — Foto: Regula RN

52 pessoas esperavam por uma UTI na região Oeste, onde todas as UTIs estavam ocupados. Na região metropolitana, onde a ocupação já passa dos 98%, havia 54 pessoas na fila e outras quatro aguardando avaliação.

No período, sobravam leitos clínicos, que são voltados para pacientes com situação menos grave da doença.

Taxa de ocupação dos leitos críticos no RN na manhã de domingo (30) — Foto: Regula RN

A alta de ocupação ocorre no momento em que o estado tem mais leitos de UTI disponíveis desde o início da pandemia.

De acordo com dados do sistema, a rede pública chegou a 404 leitos críticos operacionais – ou seja, em condições de uso – na última sexta-feira (28). Em 2020, o maior número registrado tinha sido no dia 10 de agosto, com 316 leitos.

Durante a manhã deste domingo (30), ainda havia 17 leitos bloqueados. Sete deles estavam em manutenção e sete foram fechados por falta de insumos ou kit de intubação. Outros três, por falta de equipamentos como bomba de infusão e de ventilador pulmonar.

Mais jovens representam 70%

Das quase 400 pessoas internadas na manhã deste domingo, 280 são pessoas com menos de 60 anos de idade. O número representa pouco mais de 70% do total de internados, enquanto os idosos – que fazem parte do público em grande parte já imunizado contra Covid-19 – representavam pouco menos de 30%.

Até mesmo o Hospital Maria Alice Fernandes, que tem 10 leitos de UTI para Covid-19 voltados para crianças tinha 9 leitos ocupados, 1 bloqueado e nenhum disponível pela manhã.

Decretos

Na última terça-feira (25), o secretário de Saúde do estado, Cipriano Maia, reconheceu que a rede pública enfrentava uma situação de pré-colpaso e não tinha mais condições de abrir novos leitos, defendendo restrições para tentar frear o aumento da demanda por leitos.

“Nós estamos já no limite hoje. Porque se nós temos quase cem pacientes em filas de espera, não precisa esperar junho, a gente já está em uma situação de saturação, de quase colapso. Isso exige medidas desde já, como a gente vem alertando e recomendando já há algumas semanas”, afirmou em entrevista à Inter TV Cabugi.

No mesmo dia, o estado atingiu o maior número de solicitação por leitos críticos registradas desde o início da pandemia. Foram 156 pedidos de internação registrados ao longo de 24 horas.

Com a prorrogação do decreto até 9 de junho, ficou mantido o toque de recolher noturno, das 22h às 5h, e ficou autorizada a venda de bebidas alcóolicas em bares e restaurantes. Também foram liberados os esportes coletivos, funcionamento de parques públicos e as atividades escolares de forma híbrida.

O estado, porém, manteve outros três decretos regionalizados, com maiores restrições, para cidades do Alto Oeste, Vale do Açu e região Central, além do Seridó, abrangendo 61 municípios.

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