Senador Styvenson: “Não faria, jamais, aliança com ninguém”

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Senador Styvenson: “Não faria, jamais, aliança com ninguém”

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O senador Styvenson Valentim (Podemos), numa entrevista ao Blog, falou sobre o que pensa em relação ao governo federal, de sua participação na CPI do Pandemia e deixou em dúvida se será candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Ele descartou a possibilidade de alianças para concorrer ao cargo, caso seja candidato em 2022. “Se eu for candidato, será pela vontade do povo. Não faria, jamais, aliança com ninguém”.

De que forma o senhor analisa a situação do estado nesse momento?

Styvenson Valentim: Quando a pandemia chegou, muita gente não acreditava na potência que vinha esse vírus, tanto que pegou todo mundo de surpresa, pegou ministro da economia de surpresa, o vírus está entre a gente desde o carnaval, com isso tudo foi feito nas carreiras, foi feito PEC da Guerra, o Congresso teve uma participação imprescindível nesse período, para liberar recursos, é claro que cometeu algumas falhas, como a MP 960, que favoreceu as compras contratos com licitações fragilizadas e cometeu outro erro agora. Com essa lei da improbidade, lei da fi cha limpa, buscamos uma melhora por país, daí vem alguém na contra mão que piora. Vimos uma grande discussão entre entes políticos, municipais, estaduais e federal, discutindo e politizando vidas, remédios, tratamento e tudo que pudesse ser politizado, isso envolve médicos, cientistas, chegamos a um ponto que não sabemos mais quem fala a verdade, chegamos a um ponto onde desconfi amos de tudo. A quantidade de mortes que o país tem é lamentável. Existem briga pela questão das vacinas, decretos que fecham e abrem, nisso, como parlamentar, como político, precisamos opinar, até porque o povo cobra um posicionamento nosso, porém tá tudo muito tumulDe que forma o senhor tem acompanhado e participado da CPI no Senado?

Styvenson Valentim: A CPI virou um barraco, o que estava escondido nos bastidores, advindo à tona agora. Vieram à tona as mazelas dos políticos. Estão discutindo dentro de uma politização. Quando eu assinei a CPI, não imaginei que fosse essa catástrofe não. Não assinei para estar ali Renan Calheiros, Omar Aziz, esse pessoal, por mais que respeitemos como pessoas, são políticos que não têm uma boa trajetória.

O senhor, inclusive, participou pouco da CPI. Por que se deve a questão da descrença?

Styvenson Valentim: Quando saiu a composição da CPI, eu achei que ia ser imparcial, não esperava que o presidente da CPI pudesse interferir tanto na fala das pessoas. Ali, para você fazer uma pregunta, tem de esperar pelo menos umas sete horas e eles não deixam ninguém falar. Onde já se viu? Por isso não assinei a prorrogação, assinei a abertura porque acreditava no que iria ser e não pelo que foi e está sendo. Se foi identifi cada má conduta do presidente, prevaricação, já foi tudo para o STF, então não precisa de prorrogação. Temos ainda 20 dias para resolver, não há necessidade de prorrogar. Quando assinei a do senador Randolfe, a intenção era identifi car as omissões do governo, a ideia era avaliar onde ele errou. O presidente dizia coisas de forma desnecessária, como a vacina chinesa não presta, a questão do uso de máscaras, que é uma gripezinha, isso causou mortes. Se ele teve envolvimento pelas falas ou participação nos bastidores, que seja avaliado. Ao mesmo tempo, defendi que os governadores também fossem ouvidos sobre desvios de recursos, contratos, a CPI seria para avaliar todo mundo, essa foi minha frustração. Eu não tenho nada a ver com presidente, se houver ver comprovação de que ele errou, que ele pague, se errou quero que ele perca a cabeça. O que não dá é perder esse tempo todo com uma CPI focado só em uma pessoa.

A CPI, o que senhor acha que foi positiva?

Styvenson Valentim: Um fator positivo da CPI até aqui mostrou, de fato, o que é política brasileira, são senadores que falam o que um monte de assessores escreve. As perguntas são os assessores que escrevem, os senadores não falam o que pensam de verdade, é tudo muito venoso, sujo demais. Com isso, o povo consegue enxergar o que de fato é a política brasileira. O que esperamos é uma imparcialidade, porém é difícil cobrarmos imparcialidade de que é igual a gente, se já foi tomado um partido, um lado, é claro que essa decisão vai ser parcial, essa discussão que para o judiciário. Estamos vendo no STF e no judiciário um latente posicionamento político ou religioso, ideológico.

Como o senhor vê essa nova fase da CPI, onde começa a aparecer uma possibilidade de corrupção real, segundo o relator. Há, nessa questão das vacinas, na sua opinião existe, corrupção ou não governo Bolsonaro?

Styvenson Valentim: Eu disse que o presidente era mentiroso e dissimulado, porque, como é que você diz que o seu governo não é corrupto, se você coloca gente na estrutura de governo que responde por corrupção? Isso está claro, Miranda, Ciro Nogueira, esse pessoal não tem pátria, quer cargo, quer extrair, para eles, quanto mais melhor. A governabilidade é muito cara. Até o ano passado, o general Heleno, junto com Ramos, disse que o Congresso extorquia o executivo, eu enviei um ofício para eles me dizerem onde eu estava extorquindo o extorquindo por cargo. Até aqui, só quem respondeu foi o Bento, afi rmando que eu não tinha. Como acusa e fi cam calado? Porque tá todo mundo calado agora? Cadê o falante Heleno? Digo que ele é mentiroso por isso, se aliou com que não presta. Ele tinha muita gente boa no Congresso para se aliar, mas não, foi fazer parte das maiores bancadas de partidos envolvido nos maiores escândalos de corrupção.

Como o senhor vê essa questão da possível candidatura de Lula para as próximas eleições?

Styvenson Valentim: Eu tenho vergonha. Quem entra na política motivado por um momento como a gente vinha de 2014, com possibilidade de uma limpeza política. Entrei na política coma intenção de contribuir, o STF está interferindo em situações que podem comprometer a democracia. Se Moro errou, ele está pagando agora. Se formos questionar as decisões de Moro, vamos questionar de outras intuições do judiciário. Eu vejo como uma vergonha dar um cartão verde como esse, que estão dando para o ex-presidente, ex-presidiário, ex-tudo Lula.

Qual a sua opinião sobre a possibilidade do impeachment do presidente Bolsonaro?

Styvenson Valentim: Eu não sou a favor. Não de Bolsonaro, mas como de qualquer outro. Ele foi colocado democraticamente ali, não sei quais foram os meios, se compra de voto, se foram pelos meios antigos e criminosos, ou se foi pela democracia, porque o povo acreditou. Sou contra porque causa descrédito no país. O povo se sente traído pelo Congresso.

Eleições presidenciais: polarização entre Lula e Bolsonaro ou teria um terceira via?

Styvenson Valentim: Eu espero uma terceira via. A polarização já vem de antes, isso é claro. Tenta-se reforçar essa situação em todos os âmbitos, isso não saudável. A polarização está tão forte que não se consegue enxergar essa terceira via; talvez essa terceira via seja o correto. O Podemos aguarde ansiosamente e a decisão de Sergio Moro. Na minha opinião, ele foi um herói. Ninguém teve coragem de fazer o que ele fez, ele colocou luz onde ninguém enxergava.

Mas o senhor não acha que em abrir a mão da magistratura e se aliar a um governo que o senhor mesmo disse que é corrupto, isso não tira a credibilidade dele?

Styvenson Valentim: O senador não respondeu.

Como o senhor analisa a gestão estadual, no contexto da pandemia?

Styvenson Valentim: Fez o que pôde fazer, com o que foi enviado pelo governo federal, lembrando que o dinheiro é do povo, recursos aprovados pelo Congresso, porém, os gatos precisam ser avaliados.

CPI da Assembleia Legislativa do RN. Qual sua opinião?

Styvenson Valentim: Espero que seja imparcial, diferente da do Senado. Espero que quem estive sendo acusado, tenha a oportunidade de se defender.

Como o senhor trabalharia a governabilidadede um estado?

Styvenson Valentim: Seria baseado na transparência, não governaria com a faca no pescoço. Se eu for candidato será pela vontade do povo. Não faria, jamais, aliança com ninguém.

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