Home Política2022 “Se houver 2º turno, apoiaremos Lula contra Bolsonaro”, diz Robério Paulino

“Se houver 2º turno, apoiaremos Lula contra Bolsonaro”, diz Robério Paulino

Por AdrianoSantos
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Vereador do Psol estuda a possibilidade de lançar candidatura própria à Presidência da República e que há uma preferência pelo nome do deputado federal Glauber Braga para pré-candidato

“Se houver segundo turno ou a possibilidade de Bolsonaro ganhar, apoiaremos Lula”. A afirmação foi do vereador de Natal Robério Paulino (Psol), sobre o posicionamento político do partido para as eleições de 2022. Ele disse que o Psol estuda a possibilidade de lançar candidatura própria à Presidência da República e que há uma preferência pelo nome do deputado federal Glauber Braga para pré-candidato, caso o partido decida participar do pleito, o que será decidido apenas na Conferência Nacional da sigla, em abril do próximo ano.

“Se ficar claro que Lula ganhará no primeiro turno, não tem sentido para o Psol deixar de lançar seu próprio candidato, pois isso transformaria o partido em um apêndice do PT, o que não somos. O Psol perderia seu próprio sentido de existir. Se houver um segundo turno ou a possibilidade de Bolsonaro ganhar, aí sim, estaremos todos juntos no segundo turno, apoiando Lula para derrotar Bolsonaro e para impedir o crescimento do fascismo em nosso país”, afirmou.

No entanto, Robério Paulino revelou que a aproximação e o aceno positivo do PT para uma possível aliança com o MDB, que teve um papel fundamental no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, causou grande decepção aos integrantes do partido. “Vemos com muita tristeza Lula voltar a se abraçar e costurar alianças com os golpistas, com partidos como o MDB de Temer e do ex-senador Garibaldi Alves. É como se Lula e o PT não tivessem aprendido nada. Os erros do PT, as alianças com os conservadores, as denúncias de corrupção em seus governos, também contribuíram para abrir espaço para Bolsonaro”, disse.

O vereador de Natal explicou que o Psol fez oposição aos governos do PT, mas oposição pela esquerda e que o papel da sigla nas eleições teria um sentido educativo, de levantar a necessidade das grandes reformas estruturais que o Brasil precisa fazer, como as reformas agrária e tributária. “É preciso taxar mais os ricos e aliviar a carga de impostos para os pobres, porque os ricos no Brasil pagam proporcionalmente muito menos que os pobres. Essas reformas, nem Lula nem Dilma tiveram a coragem de fazer. Os governos do PT fizeram coisas importantes sim, como o Bolsa Família, a ampliação dos institutos e das universidades federais, mas não mexeram em questões mais profundas, que perpetuam a pobreza no Brasil”, alertou.

Robério Paulino disse também que existem tentativas, dentro do Congresso Nacional, de impedir a participação de partidos menores como o Psol, o PCdoB, o PSTU e o PCB nas eleições, mas que a federação, votada nos últimos dias no Congresso, onde alguns partidos menores poderão se juntar para seguir existindo, abriu uma brecha nessa discussão. E que o crescimento do Psol nos últimos dias é a prova de que o partido veio para ficar.

“Particularmente, vejo com muita simpatia a possibilidade de fazer, por exemplo, uma federação do Psol com o PCdB, a quem respeito muito. E vi, nos últimos dias, algumas sugestões de saída da deputada Natália Bonavides do PT, por ela ser contra as alianças com o MDB. Pois bem, se isso acontecer, ela será muito bem recebida no Psol, com um imenso carinho. O Psol não existe só para eleições. Somos um partido das ruas e das lutas sociais. Viemos para ficar. Por muito tempo”, finalizou o vereador.

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