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Saúde prevê vacinar crianças em janeiro

Por AdrianoSantos
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ASecretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do Ministério da Saúde, elaborou nota técnica em que reforça a segurança da aplicação das vacinas em crianças. Em nota, a pasta declarou que já se manifestou a favor da imunização e diz que deve começar a aplicar as doses em janeiro.

“Antes de recomendar a vacinação da covid-19 para crianças, os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada”, escreveu a chefe do setor, Rosane Leite de Melo. A posição foi externada ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma ação movida pelo PT, quando a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu mais prazo para fornecer um calendário de vacinação contra o coronavírus. A manifestação contraria as falas recentes do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que têm colocado em xeque a segurança do imunizante da Pfizer na faixa etária de 5 a 11 anos.

A nota também lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu autorização emergencial para o uso de vacinas contra o coronavírus em crianças no dia 16. O produto da Pfizer também já é aplicado no exterior, em lugares como Estados Unidos e Europa.

Para reforçar a segurança dos imunizantes, a secretaria do ministério ressaltou ainda que as vacinas são acompanhadas “com o programa de monitoramento de segurança mais abrangente e intenso da história do Brasil”. “O PNI (Plano Nacional de Imunização) monitora a segurança de todas as vacinas covid-19 depois que as vacinas são autorizadas ou aprovadas para uso, incluindo o risco de miocardite em pessoas acima de 12 anos de idade”, disse a pasta.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não há contradição entre os esclarecimentos dados pela secretaria ao STF e a posição do governo. A pasta afirma ainda que decidirá em janeiro se a recomendação será mantida. “No dia 5 de janeiro, após ouvir a sociedade, a pasta formalizará sua decisão e, mantida a recomendação, a imunização desta faixa etária deve iniciar ainda em janeiro”, disse.

No dia 19 de dezembro, em cerimônia da Caixa Econômica Federal, o presidente afirmou que a imunização infantil é “coisa muito séria” e defendeu medidas que podem dificultar o acesso à vacina, como a apresentação de receita médica. O Conselho de Secretários Estaduais da Saúde (Conass), porém, já afirmou que não vai cobrar a prescrição para aplicar doses nesta faixa etária. Especialistas dizem que a exigência atrasaria a vacinação e dificultaria o acesso à proteção, sobretudo para as famílias mais vulneráveis.

Queiroga foi na mesma linha do chefe e minimizou as mortes de crianças por covid. “Os óbitos em crianças (por coronavírus) estão absolutamente dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais.

Brasil tem 66,89% da população com 2ª dose
O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta segunda-feira, 27, a 160.982.533 o equivalente a 75,47% da população total. Em 24 horas 30,3 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Ao todo, 15 Estados não divulgaram os dados de imunização referentes ao período.

Entre os mais de 160 milhões de vacinados, 142,6 milhões receberam a segunda dose ou o imunizante de aplicação única, o que representa 66,89% da população total.

Nas últimas 24 horas, 132,7 mil pessoas receberam a segunda dose e outras 1.060 receberam o imunizante produzido pela Johnson & Johnson.

Nesta segunda, 375,1 mil pessoas ainda receberam a dose de reforço, que já foi aplicada em 24,97 milhões de brasileiros. Ao todo, o Brasil administrou 539,3 mil imunizantes nas últimas 24 horas.

Além do Distrito Federal, os 14 Estados que não divulgaram os registros de vacinação são: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

São Paulo tem 82,03% da população total vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 78,28% com o esquema vacinal completo (duas doses ou aplicação única), o mais avançado do País. Os outro quatro Estados com a maior proporção dessa taxa são: Piauí (73,63%), Mato Grosso do Sul (71,79%), Minas Gerais (71,23%) e Rio Grande do Sul (69,74%).

Ontem, o Conecte SUS voltou a exibir aos usuários os comprovantes de vacinação contra a covid-19. Apresentando instabilidades, o aplicativo foi restabelecido na quinta-feira, 23. Testado ontem, já estava funcionando normalmente. Uma nova atualização do aplicativo também já está disponível para Android e iOS.

Brasil registra 91 mortes pelo coronavírus 
O Brasil registrou ontem 91 novas mortes pela covid-19. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 96, abaixo de 100 pelo 3º dia consecutivo e ainda sob influência da instabilidade nos sistemas do Ministério da Saúde.

O número de novas infecções notificadas foi de 6.983, enquanto a média móvel de testes positivos na última semana é de 4.311. No total, o Brasil tem 618.575 mortos e 22.243.875 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 21,55 milhões de pessoas estão recuperadas.

São Paulo e Tocantins não divulgaram o total de mortes pela covid das últimas 24 horas e alegaram que a instabilidade permanece nos sistemas de notificação do governo federal. Acre, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe não registraram óbitos pela pandemia nesta segunda-feira.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O Ministério da Saúde informou que foram registrados 6.840 novos casos e mais 86 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, o País tinha 22.222.928 pessoas infectadas e 618.091 óbitos até a última quarta-feira, 22, última data em que divulgou os dados completos da pandemia em sua plataforma oficial.

Ômicron tem recorde de casos no Hemisfério Norte 
O avanço da variante Ômicron do novo coronavírus no Hemisfério Norte levou diversos países a bater recorde de contágios de covid no feriado de Natal e mobilizou governos de Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, e Grécia a planejar novas medidas contra a nova cepa do vírus.

Em paralelo, o cancelamento de voos provocado pelo contágio de equipes de comissários, pilotos e pessoal de apoio em aeroportos ainda afeta o transporte aéreo nesses países, com mais de 2,6 mil viagens suspensas só nesta segunta, 27, mil delas nos EUA.

A Europa é a região do mundo com mais casos registrados nos últimos sete dias, com 2.901.073 (55% do total mundial), e o maior número de mortos – 24.287 em uma semana (53% do total), seguida de Estados Unidos e Canadá (10.269 mortos, 22%).

A França e o Reino Unido superaram nos últimos dias a marca de 100 mil casos diários, enquanto os Estados Unidos – onde a Ômicron é responsável por 70% dos casos – passaram de 200 mil, um aumento de 65% nos últimos 14 dias. Outros recordes de contágio foram batidos também na Irlanda, Itália, Austrália, Dinamarca e Grécia. Autoridades americanas temem que o número de casos ultrapasse 1 milhão por dia, um número quatro vezes maior do que o pior momento da pandemia no país até agora.

O presidente americano, Joe Biden, disse ontem que os próximos passos no combate ao coronavírus devem ser dados a nível estadual e prometeu o total apoio do governo federal aos Estados que estão enfrentando mais casos de covid em razão da Ômicron. Ele também admitiu que é preciso fazer mais para que os americanos tenham acesso aos testes de covid depois que eles se esgotaram na maioria das farmácias antes do Natal.

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