De acordo com Samanda, o “desejo” de criar uma candidatura própria não pode ser “somente meu”, por isso, estamos “debatendo” bastante e principalmente “ouvindo as pessoas” espalhadas pelo RN

“Sim, eu coloquei o meu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte e, pretendo contribuir com a nominata para o cargo de deputada federal nas eleições de 2022”. Foi com essa declaração que Samanda Alves (PT), que é assessora pessoal da governadora do Estado Fátima Bezerra (PT), há mais de 20 anos, sinalizou positivamente nesta segunda-feira (27), em entrevista exclusiva ao Jornal AGORA RN, que pretende disputar o pleito eleitoral do ano que vem.

Segundo Samanda Alves: “Sou pré-candidata a vaga de deputada federal nas eleições de 2022. Não houve nenhuma conversa ou discussão com a governadora [Fátima Bezerra] sobre a minha pré-candidatura. Fátima nesse momento, está focada em sua missão que é governar o nosso Estado. Apesar de trabalhar ao lado dela há mais de 20 anos, o meu nome surgiu de forma natural, durante uma discussão interna do PT, inclusive diante da nova legislação política, sem coligação, onde a gente precisa fomentar novos nomes”, declarou.

De acordo com Samanda, o “desejo” de criar uma candidatura própria não pode ser “somente meu”, por isso, estamos “debatendo” bastante e principalmente “ouvindo as pessoas” espalhadas pelo RN: “Eu nunca deixei de andar pelo interior do nosso Estado. Ao logo desses anos todos de caminhada ao lado da governadora, eu como parte da sua equipe, sempre a acompanhava [em suas agendas políticas]. A gente parou um pouco durante a pandemia da Covid-19, mas eu sempre estive presente. Fiz parte da direção estadual do PT e, mesmo que à distância, sempre procurei dialogar com o interior”, reforçou.

Samanda Alves acredita que a aprovação da reforma eleitoral pelo Senado, que veta a volta das coligações partidárias, pode ajudar as candidaturas populares, iguais as do Partido dos Trabalhadores: “Esse modelo contribui com as pré-candidaturas como a minha. Eu sou uma servidora pública, de origem simples. A minha mãe é professora do Estado aposentada e o meu pai foi comerciante, mas hoje não é mais. Então, isso nos oportuniza, nos dá mais chances de por meio de uma discussão dentro do partido, a gente consiga sonhar com uma vaga na Câmara dos Deputados”, avaliou.

A petista fez uma avaliação negativa do governo federal: “A gente observa com muita tristeza, mas ao mesmo tempo, nos dar um vigor para lutar, inclusive para vir e compor uma chapa, porque nós queremos um Brasil diferente. O governo do presidente Bolsonaro vive desconstruindo as políticas públicas, que sempre foram a bandeira do PT. Aqui eu falo da pauta em defesa e promoção da população LGBT, da luta em defesa da mulher e das pessoas com deficiência. Nós queremos dialogar com todos, até mesmo, com quem votou em Bolsonaro, mas se arrependeu”, frisou.

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