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Rio Grande do Norte pode ter boas chuvas em 2022

Por AdrianoSantos
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A seca grave atinge, este ano, 121 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

Na próxima semana, especialistas de todo o Nordeste irão se reunir em Campina Grande (PB), para análise da estação chuvosa, que começa em março. Segundo Bristot, chefe do setor de meteorologia da Emparn, não há mecanismos que apontem para mudanças e a expectativa em torno dos bons índices pluviométricos deve se manter também para esse período. 

Gilmar Bristot, explica que as boas perspectivas já começam na estação pré-chuvosa, que se inicia nesta segunda quinzena de dezembro e segue até meados de fevereiro de 2022. “Na terça-feira [14], tivemos chuvas boas na região Oeste – em torno de 10mm a 20mm. Isso é acima do normal para o mês de dezembro, que é um período onde normalmente chove pouco”, aponta.

“O pacífico continua mais frio do que o normal, enquanto o Atlântico Tropical Sul está mais quente do que o Atlântico Tropical Norte. Isso mostra uma evolução para que nós tenhamos chuvas – de normal a acima do normal – para os primeiros meses de 2022. Por enquanto, pelo que eu tenho analisado diariamente, não há nenhum fenômeno previsto para os próximos meses capaz de mudar esse cenário”, avalia Bristot.

Metade dos municípios está em emergência

A estiagem prolongada impacta diretamente no volume dos reservatórios que abastecem os potiguares. Dos 48 mananciais monitorados pela   Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (Semarh), 38 estão com volume inferior a 50%. É o caso da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu. Com capacidade para 2.373.066.510 metros cúbicos, o volume atual está em 1.110.293.246 (46,79%).

A Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, está com um volume de 38.730.022 m³. O quantitativo corresponde a 45,9% da capacidade total, que é de 84.268.200. O açude Itans, em Caicó tem atualmente apenas 1,06% de seu volume total (800.784 m³ – a capacidade é de  75.839.349m³).

Outros dados dão uma ideia dos impactos da seca no Rio Grande do Norte. O relatório atualizado da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil aponta que os reflexos da estiagem no Rio Grande do Norte têm como efeito a decretação de situação de emergência por praticamente metade dos municípios potiguares: são 82 cidades  (49,1% dos municípios do RN) nesta situação. 

Além disso, Equador, no Seridó potiguar, está em estado de calamidade pública. Duas cidades estão com colapso parcial no abastecimento de água, de acordo com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern): Paraná e Serra do Mel. Segundo  a Companhia, colapso parcial significa dizer que  “parte da cidade tem água e outra parte não”. Em sistema de rodízio, são 73 municípios, conforme a Caern.

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