Rafael Motta: A retomada do acesso à educação: a nossa próxima batalha

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Rafael Motta: A retomada do acesso à educação: a nossa próxima batalha

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O Brasil tem um compromisso urgente. Depois da vacinação, única solução capaz de conter a fúria da Covid-19, a educação deve retomar o seu lugar de prioridade. De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada em janeiro deste ano, cerca de quatro milhões de alunos abandonaram os estudos em algum grau de ensino durante a pandemia.

A razão é uma só: o Brasil não fez a sua lição de casa. 26% das escolas brasileiras não têm acesso a abastecimento público de água e quase metade delas não é contemplada pela rede pública de esgoto (49%). Isso significa que alunos, professores e servidores dessas escolas não têm sequer como lavar as mãos, medida básica de higiene para contenção da pandemia.

Com a impossibilidade de retorno das aulas presenciais, a solução foi o ensino remoto, que não atende à toda a comunidade escolar. A maioria dos alunos que abandonou a escola o fez por falta de acesso à internet, computadores, smartphones. Na maioria das casas brasileiras, há apenas um aparelho celular para atender todos os estudantes, que precisam revezar-se para assistir às aulas que acontecem concomitantemente.

Mesmo ciente dessa realidade, o MEC se deu ao direito de terminar o ano de 2020 com o menor volume de recursos investidos nos últimos dez anos. Mais de R$ 1 bilhão foi devolvido aos cofres da União por falta de aplicação pelo Ministério da Educação.

Não obstante, o presidente da República vetou o projeto de lei que destinava recursos públicos para a universalização do acesso à internet para alunos e professores, decisão revogada pelo Congresso Nacional mais tarde, com o protagonismo de partidos como o PSB.

A nossa luta para reverter o impacto da pandemia na educação deve estar baseada em três pilares básicos: investimento público, capacitação profissional e redução das desigualdades.

Com o avanço da vacinação dos professores e o consequente o retorno às aulas presenciais, os prédios deverão estar adequados com ventilação, distanciamento entre estudantes e, claro, saneamento básico. Professores deverão estar capacitados para suprir as lacunas desse ano perdido.

Investir em educação sempre é dito como uma prioridade, mas a pandemia confirmou que essa frase não conseguiu deixar os discursos para ganhar a prática. Esse feito se faz ainda mais necessário. Pois quando a Covid-19 for enfim combatida, ficará evidente um quadro de deficiência educacional muito difícil de ser curado.

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