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Prefeito do Rio confirma carnaval sem distanciamento ou redução de público

Por AdrianoSantos
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Depois do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmar que a realização do carnaval depende das taxas de contágio de Covid-19, e da Liesa responder que prefere o adiamento se houver necessidade de público reduzido, o prefeito Eduardo Paes confirmou a programação para a folia em fevereiro e sem maiores restrições. Neste domingo, em agenda no Méier, Paes disse que a ciência vem permitindo a reabertura da cidade e que não há necessidade da população ser “viúva da pandemia”.

As colocações de Soranz e do presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, foram feitas na audiência pública da Comissão Especial do Carnaval da Câmara de Vereadores do Rio, presidida por Tarcísio Motta (PSOL), nesta sexta. Soranz confirmou que a intenção é realizar o carnaval, mas adotou a cautela ao ressaltar a necessidade de haver um cenário epidemiológico favorável, com taxas de contágio baixas. Já o prefeito foi mais otimista e disse que não adianta comentar sobre “hipóteses” como redução de público pois o horizonte é de normalização da vida, possibilitada pela vacina.

A única certeza que a gente tem é que estamos vacinando todo mundo, e com todo mundo vacinado, a vida volta ao normal. Quem vai ficar fazendo distanciamento no Carnaval? Fica até ridículo, pedindo um metro de distância. Se tivesse, eu seria o primeiro a desrespeitar — brincou o prefeito, que confirmou a expectativa para o réveillon e carnaval. — Não vamos ficar também viúvas da pandemia, querendo que se tenha pandemia o resto da vida. A ciência avançou, venceu, e permitiu que se abra. Então vamos abrir, graças a Deus, disse.

Passaporte não será eterno

Nas últimas semanas, a cidade tem vivido um processo de retorno à normalidade, através da realização de eventos testes, como jogos de futebol com público, shows e festas. Neste sábado à noite, por exemplo, houve a primeira festa como oficialmente um evento teste na cidade, no Alto da Boa Vista.

Pelo o que estou vendo, as pessoas estão muito colaborativas. Ações agora são para abrir, voltar ao normal. Minha filha mesma foi numa festa sexta, grande, e teve que fazer teste antes. E as pessoas estão respeitando, fazem felizes porque sabem que é para a saúde dos outros — comentou Paes, que reforçou que o passaporte sanitário não é uma medida eterna. — Mais um tempo e a gente para de exigir, finalizou.

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