Home Notícia PolicialInvestigação Polícia Federal vê indícios de falsidade ideológica na negociação da Covaxin

Polícia Federal vê indícios de falsidade ideológica na negociação da Covaxin

Por AdrianoSantos
0 comentário 8 visualizações

Na semana passada, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão; corporação identificou indícios de uso de documentos falsos e outras ilegalidades

A PF (Polícia Federal) diz ter identificado indícios de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e associação criminosa por parte de funcionários da Precisa Medicamentos que participaram das negociações para a venda de doses da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde.

A corporação também encontrou indícios de lavagem de dinheiro por parte dos responsáveis pelo FIB Bank –empresa que deu a garantia financeira para a assinatura do contrato. Segundo a PF, o FIB Bank não é um banco nem uma seguradora e, por isso, não teria autorização legal para fornecer garantia financeira.

Na semana passada A CGU (Controladoria Geral da União) e a PF (Polícia Federal) cumpriram 11 mandados de busca e apreensão na Operação Imprecisão, que apura indícios de crimes praticados no processo de contratação para aquisição da Covaxin.

O trabalho contou com a participação de 8 servidores da CGU e de 50 policiais federais. A apuração identificou que a Precisa Medicamentos apresentou documentos falsos ao Ministério da Saúde e à CGU.

Além disso, a investigação descobriu uma carta fiança irregular pelo FIB Bank, que não tem autorização para funcionamento pelo Banco Central, além de outros indícios de fraude nas assinaturas e documentos constitutivos da empresa.

Ainda de acordo com as investigações, as cartas de fiança inidôneas apresentadas para o Ministério da Saúde e diversos outros órgãos públicos federais, estaduais e municipais podem alcançar mais de R$ 500 milhões.

A Polícia Federal abriu inquérito no dia 30 de junho de 2021 para apurar o suposto superfaturamento na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério da Justiça.

A investigação foi iniciada depois que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid levantou indícios de superfaturamento na compra da vacina.

O governo federal teria sido informado em agosto de 2020 que o laboratório indiano Bharat Biotech, responsável por produzir a Covaxin, estimava o preço de 100 rúpias por dose do imunizante (cerca de US$ 1,34). Já no acordo fechado com o Ministério da Saúde, cada unidade da Covaxin saiu por US$ 15. O valor é 1.019% superior ao estimado pelo laboratório.

Os indícios de irregularidades no contrato de compra da Covaxin foram encontrados depois que o servidor do ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda denunciou ter sido pressionado por superiores para dar aval à aquisição da vacina. Seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou ter se reunido com o presidente Jair Bolsonaro para alertar sobre possíveis irregularidades.

A OMS aprova uso emergencial da vacina Covaxin. Agência recomenda uso para maiores de 18 anos, em duas doses com intervalo de 4 semanas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) aprovou nesta 4ª feira (3.nov.2021) o uso emergencial da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. De acordo com a OMS, o uso da Covaxin é recomendado para maiores de 18 anos, em duas doses com um intervalo de 4 semanas entre elas. O imunizante não é indicado para grávidas.

A Covaxin tem como base o vírus inativado e demonstrou ter eficácia de 78% contra covid de qualquer gravidade, 14 ou mais dias depois da 2ª dose.

Segundo a OMS, o imunizante “é extremamente adequado para países de baixa e média renda devido aos requisitos de fácil armazenamento”.

A vacina Covaxin não é aplicada no Brasil. O Ministério da Saúde assinou um contrato para aquisição de doses, mas a transação foi cancelada em agosto pela CGU (Controladoria Geral da União), depois de indícios de irregularidades….

Related Articles

Deixe um comentário