A pedido de Bolsonaro, nova bandeira vermelha não deve sair antes de 7 de setembro

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A pedido de Bolsonaro, nova bandeira vermelha não deve sair antes de 7 de setembro

o presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia que marca 100 milhões de poupanças sociais digitais Caixa. Também participam do evento o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, de cerimônia alusiva à marca de 100 milhões de poupanças sociais digitais Caixa. Também participaram do evento o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.Sérgio Lima/Poder360 04.11.2020

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O novo valor do patamar 2 da bandeira vermelha não deve ser anunciado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) antes de 7 de setembro. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro pediu aos seus ministros que não divulguem medidas impopulares antes das manifestações em seu apoio, marcadas para o feriado da Independência. Um dos que receberam o recado foi o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

A agência não informa oficialmente, mas, nos bastidores, era esperado que o novo valor da tarifa,  atualmente R$ 9,49/ 100kWh, fosse divulgado até 3ª feira (31.ago.2021). Apesar de a Aneel ser independente do ministério, todas as ações relacionadas à crise energética têm sido adotadas com prévio envolvimento da pasta. Até o ministro da Economia, Paulo Guedes, se envolveu na discussão sobre o aumento, pedindo “moderação”.

Blog questionou a agência qual será o novo valor do patamar 2 da bandeira, mas a Aneel não respondeu, afirmando que a questão ainda está em análise após as contribuições recebidas pela consulta pública realizada em julho. Na abertura da consulta, 2 cenários foram propostos: a manutenção do valor de R$ 9,49 ou seu aumento para R$ 11,50.

Mas a gravidade da escassez hídrica alterou os planos da Agência e já é esperado um valor entre R$ 15 e R$ 20, podendo chegar a R$ 25. Economistas preveem que esses reajustes devem ter um impacto de até 1,3 ponto percentual sobre o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 12 meses, até julho, o índice acumulado em todo o país é de 8,99%. Se considerada apenas a inflação da energia residencial, o índice é de 20,09%.

Criada em 2015, a bandeira tarifária é um valor extra cobrado na conta de luz, a cada 100kWh consumidos, que serve para cobrir os custos de geração de energia mais cara, como o das termelétricas, além de alertar o consumidor sobre a situação energética no país. O patamar 2 da bandeira vermelha é o mais elevado. Está em vigor desde junho e, conforme anunciado pela Aneel na 6ª feira (27.ago.2021), está mantido para o mês de setembro.

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