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Natal tem a terceira maior alta no preços da cesta básica do Brasil

Por AdrianoSantos
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Segundo pesquisa mensal do Dieese divulgada nesta terça-feira, maiores percentuais foram observados, pela ordem, em Curitiba, Florianópolis, Natal, Recife e Belém

A cesta básica de alimentos de primeira necessidade em Natal é uma das mais caras do Brasil, segundo Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 17 capitais. Os resultados de novembro foram divulgados nesta terça-feira 7.

O custo médio da cesta básica de alimentos em novembro aumentou em nove cidades e as maiores altas foram registradas nas cidades do Norte e do Nordeste: Recife (8,13%), Salvador(3,76%), João Pessoa (3,62%), Natal (3,25%), Fortaleza (2,91%), Belém (2,27%) e Aracaju (1,96%).

Em Natal, os números de novembro indicaram um valor médio de R$ 521,08 pela cesta básica, uma variação acumulada no ano de 13,58% e nos últimos meses de 14,41%.

As reduções mais importantes, segundo a pesquisa, ocorreram em Brasília (-1,88%), Campo Grande (-1,26%) e no Rio de Janeiro (-1,22%).

Mesmo assim, a cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 710,53), seguida pelas de São Paulo (R$ 692,27), Porto Alegre (R$ 685,32), Vitória (R$ 668,17) e Rio de Janeiro (R$ 665,60).

Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta exibe algumas diferenças em relação às demais cidades, Aracaju (R$ 473,26), Salvador (R$ 505,94) e João Pessoa (R$ 508,91) registraram os menores custos.

Na comparação com novembro do ano passado, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Curitiba (16,75%), Florianópolis (15,16%), Natal (14,41%), Recife (13,34%) e Belém (13,18%).

Entre janeiro e novembro de 2021, todas as capitais acumularam altas, com taxas entre 4,44%, em Aracaju, e 18,25%, em Curitiba. Com base na cesta mais cara que, em novembro, foi a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.969,17, o que corresponde a 5,42 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro, 58,95% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em outubro, o percentual foi de 58,35%.

Café
Principais variações dos produtos se deram com o quilo do café em pó, que subiu em todas as capitais, com destaque para Recife (23,63%), Florianópolis (11,94%), Rio de Janeiro (11,39%), Porto Alegre (10,03%) e Curitiba (9,46%). A preocupação com o clima, ou seja, com impactos da geada na safra 2022/2023, repercutiu nos preços do café, tanto no mercado futuro quanto no varejo.

Açúcar
Já o preço do quilo do açúcar aumentou em 16 capitais e as altas oscilaram entre 0,51%, em Natal, e 7,24%, em Florianópolis. Em Belo Horizonte, não houve variação. A baixa oferta de açúcar elevou as cotações no varejo.

Óleo
O óleo de soja registrou elevação em 16 capitais, entre outubro e novembro. As maiores variações ocorreram em Aracaju (5,64%), Florianópolis (4,19%) e Fortaleza (4,16%). A alta nos preços externos da soja, a maior demanda pelo óleo e a valorização do dólar frente ao real explicaram o aumento do óleo de soja no varejo.

Feijão
O preço do feijão recuou em todas as capitais. Para o tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, as retrações oscilaram entre -4,97%, em Belo Horizonte, e -0,40%, em Brasília. Já as quedas do preço do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, inibiram a demanda, forçando os valores para baixo. Além disso, a maior oferta, pela colheita do sudoeste de São Paulo, reduziu os preços no varejo.

Arroz
O preço do arroz agulhinha diminuiu em 15 capitais; as quedas mais importantes foram registradas no Rio de Janeiro (-5,54%), Aracaju (-4,10%), Salvador (-3,12%) e Brasília (-2,79%). A menor comercialização do arroz, devido à baixa demanda, e a expectativa de estoques elevados do grão resultaram na redução das cotações nas capitais pesquisadas.

Leite
O valor médio do litro do leite integral diminuiu em 13 capitais, com destaque para as taxas de Vitória (-4,84%), Curitiba (-3,70%), Rio de Janeiro (-3,21%), Belo Horizonte (-3,15%) e Campo Grande (-3,12%). Houve melhora nas pastagens e o período é de elevação de oferta, o que explica as quedas na maior parte das cidades.

Carne
A carne bovina de primeira teve o preço reduzido em 11 capitais. A oferta foi menor, consequência do período de entressafra da carne bovina. Entretanto, no varejo, o movimento foi de redução nas cotações, na maior parte das cidades; pois, além da sanção chinesa à carne brasileira, os altos patamares de preço da carne bovina de primeira inviabilizam o acesso de grande parte das famílias brasileiras. As capitais que tiveram maior recuo nos preços foram Natal (-2,75%), Goiânia (-0,76%) e Campo Grande (- 2,19%).

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