500 mil mortes pela Covid-19 gera troca de farpas entre Rafael Motta e Fábio Faria

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500 mil mortes pela Covid-19 gera troca de farpas entre Rafael Motta e Fábio Faria

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), causou polêmica ao minimizar as mortes causadas pela Covid-19 no Brasil. O potiguar publicou que políticos, artistas e jornalistas adotam tom de “quanto pior, melhor” para lamentar as mortes por Covid-19 no Brasil. A declaração foi dada no dia em que o País atingiu a marca de 500 mil mortos pela doença.

“Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verões comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’.  Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, publicou o ministro no último sábado 19.

Além de dessagrar parte da opinião pública, que se manifestou nas redes sociais, parlamentares pelo Rio Grande do Norte não mediram palavras e responderam ao político casado com Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos. Um deles, por exemplo, foi o deputado federal Rafael Motta (PSB), opositor declarado ao governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

“Se fosse uma vida, haveria lamento do mesmo jeito. As falas são sobre o custo humano da irresponsabilidade. Lembre-se de q mais de 6,5 mil dos mortos são do RN, talvez até eleitores seus. O Brasil não torce pelo pior, pois já estamos vivendo esse momento. Queremos apenas sobreviver”, disparou o filho do ex-deputado estadual do RN, Ricardo Motta (PSB).

O ministro, por sua vez, não ignorou a resposta do ex-colega de parlamento. Faria argumentou que o governo federal investiu nos Estados para que ações de enfrentamento à pandemia fossem aplicadas. E lança dúvidas sobre a atuação de Motta no combate à maior crise sanitária do País, ao debochar dos hobbies dele.

“São 660 milhões de vacinas adquiridas e mais de 700 bilhões investidos para combater a pandemia e preservar empregos. Os estados tem autonomia para abrir e fechar o comércio e muitos tem mais mortes por milhão do que o Brasil. Não vista a carapuça, trabalhe porque o kitesurf não salva vidas”, atacou.

Como que em um debate eleitoral, o deputado parte para tréplica e dispara que o ministro é negacionista. Motta ironizou, nas entrelinhas, que Faria é distante do Estado potiguar, que o elegeu deputado federal por quatro vezes, e cobrou o envio de mais vacinas, visto que menos de 12% da população brasileira está com o esquema vacinal concluído.

“O que mata mesmo é negar a pandemia, defender remédios que não servem e não comprar vacinas. O kitesurf é um esporte, praticado por pessoas que trabalham. É muito comum aqui no RN. Não sei se vai encontrar tão facilmente em SP. Apareça mais por aqui! E traga vacinas quando vier”, compartilhou.

A discussão parou por aí.

Mais contaminados, mais curados

O ministro Faria tenta comparar o número de mortes com a quantidade de recuperados na pandemia da Covid-19. A tragédia sempre é medida pela quantidade de pessoas que morrem, já que o normal é as pessoas estarem vivas. Além disso, se há um grande número de recuperados, é porque muitos se contaminaram, apesar da ciência disponibilizar protocolos sanitárias e medidas restritivas de prevenção à contaminação.

Nesse contexto, aliás, a fala de Faria gerou memes nas redes sociais. Um deles mostrava um piloto de avião avisando à tripulação e aos passageiros que a aeronave vai cair. Um passageiro, então, o questiona: “Tá. Mas você não vai falar dos que continuam voando?”

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