Lula diz que seria “extraordinário para o Brasil” um segundo turno entre ele e Ciro

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Lula diz que seria “extraordinário para o Brasil” um segundo turno entre ele e Ciro

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (3), em entrevista ao jornal paraense O Liberal que uma possível disputa entre ele e Ciro Gomes (PDT) no segundo turno da eleição presidencial em 2022 “seria extraordinária para o Brasil”.

“Seria extraordinário para o Brasil que disputasse o Ciro e eu o segundo turno, sabe? Eu acho que seria uma vitória da democracia esplendorosa, como era vitoriosa a democracia quando eu disputava com o Fernando Henrique (Cardoso), com o Serra, com o Alckmin“, afirmou Lula.

Lula disse ainda que “quem começou a atrapalhar isso foi o Aécio na campanha contra a Dilma e depois alguns setores da comunicação que decidiram tentar destruir a democracia negando a política, mas se o Ciro for para o segundo turno será uma vitória da democracia, eu só acho que a gente não pode ter nunca mais um fascista na presidência desse país, que nós precisamos consolidar o processo democrático brasileiro”.

A ideia de um segundo turno entre Lula e Ciro Gomes tem sido lançada pelo próprio Ciro em várias entrevistas. O ex-presidente disse ainda que “não leva para o pessoal” as críticas que o político cearense tem feito contra ele.

Lula também defendeu durante a entrevista que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), coloque em discussão os pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

“Eu faço questão de dizer que o Bolsonaro tem que ser tratado como um genocida, porque eu nunca vi ninguém tratar com tanto desrespeito a humanidade, eu nunca vi ninguém tratar com tanto desrespeito o seu povo, como o Bolsonaro desde que tomou posse e depois que começou a pandemia. Então agora eu acho que agora esse pedido de impeachment é um pedido mais robusto, porque é um pedido que envolve muita gente da sociedade. (…) Isso não implica que vai ser aprovado o impeachment do presidente, pode não ser aprovado, o Trump teve um pedido de impeachment que não foi aprovado, ou seja, o que é grave aqui é que não seja discutido o impeachment do Bolsonaro por todos os crimes que ele cometeu”.

Lula também elogiou o trabalho da CPI do genocídio, que ele considerou “extraordinário”:

“Eu acho que o papel da CPI é apurar, com toda a seriedade possível, todas as denúncias que forem feitas. (…) Se for verdade as denúncias de corrupção na compra da vacina, se for verdade as denúncias do gabinete paralelo, se for verdade todas as coisas que estão falando contra o governo e os ministros do governo, eu acho que a CPI pode pedir à Suprema Corte a interdição do Bolsonaro ou pode, com base no relatório da CPI, fazer mais um pedido de impeachment”, argumentou Lula.

“Acho que a CPI está prestando um serviço extraordinário à sociedade brasileira, ela está desnudando o monstro que foi plantado no Brasil, porque o Bolsonaro não fazia parte do desejo democrático do Brasil e eu acho que foi todo um trabalho de negação da política, todo um trabalho de mentiras contadas contra o PT, contra o Lula, que fez surgir uma figura como o Bolsonaro”, concluiu.

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