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Luis Miranda sobre Bolsonaro: “Sempre te defendi e essa é a recompensa?”

Deputado Luís Miranda afirma que informou o presidente Bolsonaro sobre irregularidades na compra da Covaxin

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O deputado Luís Miranda (DEM-DF) criticou os ataques que têm sofrido do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela sua afirmação sobre a compra da vacina Covaxin. Nesta 5ª feira (24.jun.2021), em seu perfil no Twitter, Miranda questionou a reação do governo.

Presidente Bolsonaro, você fala tanto em Deus e permite que eu e meu irmão, sejamos atacados por tentarmos ajudar o seu governo, denunciando para o senhor indícios de corrupção em um contrato do Ministério da Saúde!”, escreveu ele. “Sempre te defendi e essa é a recompensa?

O deputado afirmou na 4ª feira ter alertado Bolsonaro sobre irregularidades nas negociações da Covaxin, vacina indiana contra a covid-19. Depois disso, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou que a Polícia Federal abrirá uma investigação contra o deputado e seu irmão, o servidor da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda.

Lorenzoni afirmou que os irmãos fizeram uma “denúncia caluniosa” e que a “má fé é clara”. Também disse que o governo considera que o servidor Luis Ricardo cometeu prevaricação.

Em sua rede social, Miranda afirmou que Lorenzoni está usando “fake news” para atacá-lo. “Só tentei combater uma possível corrupção. Deus sabe da verdade!”, disse.

O deputado também pediu para que Bolsonaro “diga a verdade”. E relatou mais uma vez que teria conversado com Bolsonaro em 20 de março com documentos que indicariam “uma irregularidade na compra da Covaxin”. Disse também que o presidente afirmou que levaria o caso para a Polícia Federal.

Miranda diz que ele e seu irmão cobraram uma resposta no dia 20, 22, 23 e 24 de março. “e tenho certeza que tomou a melhor decisão para travar, tanto que até hoje não efetuou nenhum negócio“.

Documentos indicam que o Ministério da Saúde pagará 1.000% mais caro pela vacina que o governo federal indiano. O Ministério Público também determinou investigação do contrato assinado com a Precisa Medicamentos, por indício de crime de improbidade administrativa.

Miranda e o irmão foram convidados a falar na CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) da Covid no Senado, que apura possíveis crimes e negligências na gestão da pandemia. Seus depoimentos estão marcados para 6ª feira (25.jun).

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