Jacó Jácome: “Robinson tomou decisão arbitrária e truculenta”

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Jacó Jácome: “Robinson tomou decisão arbitrária e truculenta”

Deputado Jacó Jácome critca ex-governador do Rio Grande do Norte - Foto

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Deputado Jacó Jácome disse, em entrevista ao Agora RN, que tomará todas as medidas cabíveis, diante da decisão do ex-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD, escolher um novo líder da legenda no poder legislativo para liderar a bancada. O deputado Vivaldo Costa foi destituído da liderança, assumindo Galeno Torquato o posto

O deputado estadual Jacó Jácome (PSD) se posicionou sobre a decisão do ex-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD, de escolher um novo líder da legenda no poder legislativo para liderar a bancada, hoje composta por três parlamentares. Com a ação, o deputado estadual Vivaldo Costa (PSD) foi destituído da liderança em favor do deputado Galeno Torquato (PSD), que assume o posto.

Com a movimentação, a oposição caminha para formar maioria na CPI da Covid-19, que deve ser instalada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, na próxima semana, para investigar contratos firmados pelo governo do Estado durante a pandemia causada pela doença do coronavírus. Antes mesmo de começar, a investigação tem instigado debates políticos entre parlamentares.

Nos bastidores, a articulação do ex-governador é vista como estratégia política, com a finalidade de desgastar a imagem da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), que deve buscar a reeleição no pleito de 2022 e tem sido apontada como favorita nas pesquisas de intenções de votos. Interlocutores acreditam que Robinson deseja voltar à gestão estadual, a qual ele comandou de 2014 a 2018 – ano em que não conseguiu renovar o mandato por mais quatro anos após perder para petista.

“Recebi com indignação a decisão arbitrária, injusta, truculenta do ex-governador. Tal comportamento mostra o momento de desespero que passa o comando do partido no Estado. Talvez pelo fato de estar inelegível e sem mandato, Robinson suspende uma eleição democrática realizada por dois deputados estaduais”, disparou, relembrando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE/RN) que tornou Robinson Faria inelegível por oito anos.

O parlamentar adiantou que tomará “todas as medidas cabíveis, inclusive do ponto de vista jurídico, contra mais uma atitude truculenta e coronelista de Robinson Faria”.

Segundo ele, “não satisfeito por ter entrado na história como o governador que deixou milhares de famílias sem salários por 4 meses no estado”, também “quer enfileirar sua biografia com autoritarismo e mesquinhez, na condução partidária que, diga-se de passagem, vai contra tudo que o ex-governador pregava ser”.

Jacóme se filou ao PSD em 2018, a convite do então deputado federal Fábio Faria, que hoje comanda o Ministério das Comunicações do governo Bolsonaro. “A partir disso, paguei alto preço psicológico e eleitoral, quando as bases que até aquele momento estavam me apoiando se sentiram inseguros sobre a viabilidade ou não de nossa candidatura”, contou.

O filho do ex-deputado federal Antônio Jacóme revelou que recebeu, à época, uma ligação do ministro potiguar comunicando que candidatura dele à reeleição para o cargo de deputado estadual não aconteceria. De acordo com o parlamentar, “o plano de Faria era avalizado pelo ex-governador Robinson Faria que, desencorajadamente, enviara portadores para comunicarem essa decisão”.

“Como não haviam motivos oficiais e nem posicionamento de infidelidade partidária até então, nos dois anos que eu estava no PSD, pelo contrário sempre apoiando e votando conforme sua orientação na ALRN, conseguimos construir maioria dentro do partido e coligação, permitindo nas convenções a homologação do meu nome como candidato”, detalhou.

De acordo com o deputado, o plano “perpetrado por Robinson Faria e seu filho se mostrou falido e derrotado”. “Em mais de dois anos o ex-governador e Fábio Faria nunca me atenderam nem passaram orientações partidárias, deliberativas ou se quer reuniram democraticamente os seus deputados para discutirem assuntos pertinentes ao estado ou posicionamento político que o partido deveria seguir”, confidenciou.

“Recebi com indignação a decisão arbitrária, injusta, truculenta do ex-governador. Tal comportamento mostra o momento de desespero que passa o comando do partido no Estado. Talvez pelo fato de estar inelegível e sem mandato, Robinson suspende uma eleição democrática realizada por dois deputados estaduais”, disparou, relembrando a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE/RN) que tornou Robinson Faria inelegível por oito anos.

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