‘Eu ia morrer por uma besteira’, diz mulher baleada durante discussão em Natal

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‘Eu ia morrer por uma besteira’, diz mulher baleada durante discussão em Natal

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Homem atirou em uma mulher no Alecrim e foi baleado em seguida por uma pessoa que passava pelo local no fim da manhã desta quinta (10).

“Eu ia morrer por uma besteira”. A declaração é da mulher que foi baleada após uma discussão no bairro do Alecrim, nesta quinta-feira (10). A confusão aconteceu por volta das 11h30, na Avenida Presidente Gonçalves.

A mulher e um homem – que é policial militar e está afastado das funções – começaram uma discussão dentro do carro e o homem atirou nela. Quando tentava fugir ele foi baleado por uma terceira pessoa que passava pelo local. A mulher foi liberada do hospital no início da tarde.

Em entrevista à Inter TV Cabugi, a mulher, que pediu para não ser identificada, contou como tudo aconteceu. Ela explica que é dona de uma padaria na capital potiguar e foi até o Alecrim para tentar consertar uma máquina do estabelecimento dela.

Segundo ela, a máquina aguarda uma peça há quase um ano. “Quando eu cheguei lá e vi que mais uma vez eles não tinham a peça eu comecei a discutir com a dona da loja e disse que eu devia ter entrado na justiça contra eles”, diz.

Após a discussão, o policial militar, que é marido da dona da loja, se ofereceu pra ir com a vítima comprar a peça em outra loja. “Eu aceitei e ele foi no meu carro comigo. No meio do caminho ele disse ‘a gente não vai comprar peça nenhuma, eu vou te dar uma lição’ e colocou uma arma na minha cintura”.

A partir daí os dois começaram a discutir dentro do carro. A mulher conta que pediu para não morrer, disse que tinha três filhos e que eles poderiam resolver aquilo de uma maneira mais tranquila. Mas, segundo ela, o homem estava muito nervoso, dizia que a esposa dele tinha sido ofendida e insistia em assumir a direção do veículo.

“Quando eu cheguei naquele ponto, na esquina da Comjol, eu parei o carro na rotatória e vi um bombeiro. Eu tentei chamar a atenção dele falando alto. O bombeiro percebeu, veio até o carro e pediu pra eu ter calma, mas eu disse que o homem estava armado”.

Foi então que, segundo ela, o homem apertou o gatilho, mas a arma falhou. “Aí eu abri a porta do carro e saí correndo. Ele continuou atirando e um tiro pegou de raspão em mim”, conta. A mulher caiu no canteiro central da avenida e foi socorrida.

Quando o homem tentava fugir ele também foi baleado nas costas por uma terceira pessoa que passava pelo local e viu a confusão. Ele foi levado para o Hospital Walfredo Gurgel e permanece internado.

O homem é um policial militar que estava afastado das funções por problemas psiquiátricos. Até a publicação desta matéria o homem que atirou no policial militar não havia sido identificado.

“Eu nasci de novo. As pessoas hoje em dia é uma maldade tão sem necessidade, uma coisa tão fácil de se resolver, acabar desse jeito”, diz a mulher que foi liberada do hospital após receber atendimento médico.

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