Órgão do Ministério da Saúde dá parecer contra uso de cloroquina para tratar da covid

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Órgão do Ministério da Saúde dá parecer contra uso de cloroquina para tratar da covid

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Mais uma vez, hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectina são contraindicados para o tratamento da covid-19. Agora, o parecer é da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), um órgão técnico vinculado ao Ministério da Saúde. De acordo com o documento, “não há evidência de benefício” da cloroquina “seja no seu uso de forma isolada ou em associação com outros medicamentos.” 

Durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitou responder perguntas sobre o uso de cloroquina em pacientes com covid-19, justificando que esperaria o parecer da Conitec para se posicionar. Na ocasião, Queiroga afirmou que “essa [uso da cloroquina] é uma questão técnica que tem que ser enfrentada pela Conitec”, durante a CPI. 

Na mesma linha, Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), afirmou que não se falava em cloroquina como opção para o tratamento da covid-19 em março de 2020, no começo da pandemia no Brasil,

No entanto, no mesmo período, a própria Secom divulgou que o medicamento estava aprovado para combater casos graves. Na última semana de março de 2020, Bolsonaro defendeu o uso do medicamento durante uma videoconferência com líderes do G20 sobre o combate global ao novo coronavírus.

O assunto vem sendo um dos mais tratados durante as investigações da CPI, já que por diversas vezes o governo federal e o Ministério da Saúde fizeram propaganda do medicamento, mesmo sem comprovação científica da eficácia. 

Em junho de 2020, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu a abertura de uma investigação sobre a compra, sem licitação, de matéria-prima para medicamentos à base de cloroquina pelo Comando do Exército. No ano passado, cerca de 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina foram produzidos pelo Exército após Bolsonaro determinar a fabricação para o combate ao novo coronavírus. 

Na última quinta-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de mais dois medicamentos contra a doença, somando cinco remédios liberados: banlanivimabe, etesevimabe, casirivimabe e imdevimabe e remdesivir. Em nenhum momento, a agência sequer indicou para a possibilidade de aprovação de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.

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