Consórcio que Fátima Bezerra integra reage a Queiroga prestes a receber 1 mi de doses da Sputnik

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Consórcio que Fátima Bezerra integra reage a Queiroga prestes a receber 1 mi de doses da Sputnik

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O Consórcio Nordeste, um grupo de governadores formado em 2019 para estimular o desenvolvimento da região, reagiu nesta terça-feira 20 à declaração do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que o Brasil não precisa mais dos imunizantes Sputnik V, fabricado pelo Instituto Gamaleya, e da Covaxin, da indiana Bharat Biotech. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, integra o consórcio. Na quarta-feira da semana que vem 28, chegam as primeiras 1,1 milhão de doses do fármaco russo ao aeroporto de Recife (PE).

Em ofício enviado a Queiroga, assinado pelo presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, o grupo relembra a “situação calamitosa” da região e afirma que, não fosse a demora da Anvisa e do governo, “já teríamos vacinado com a Sputnik-V mais de 37 milhões de brasileiros de acordo com o cronograma originalmente pactuado neste mês de julho”.

Os gestores públicos dos 9 estados cobram do Ministério da Saúde a inclusão da Sputnik V no PNI (Plano Nacional de Imunização), uma vez que o consórcio adquiriu, após aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), um lote de vacinas correspondente a 1% da população do Nordeste.

“Considerando o esforço coletivo dos Estados do Nordeste e de outras regiões em superar as condicionantes impostas pela Anvisa e a proximidade da importação da vacina Sputnik V, com entrega prevista para o dia 28 de julho de 2021, o Consórcio Nordeste mantém a posição de inclusão deste imunizante no Plano Nacional de Imunização, por entender ser este extremamente necessário para a ampliação da vacinação em nosso país”, diz o documento.

O grupo se diz aberto ao diálogo, mas pede “um posicionamento formal e expresso deste Ministro da Saúde quanto à decisão de retirada da vacina Sputnik V do PNI”.

Numa reunião da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, na semana passada, Queiroga disse que o Brasil não compraria doses dos imunizantes Covaxin e Sputnik V porque apostaria no fornecimento de doses da Fiocruz/AstraZeneca, Instituto Butantan, Pfizer, Janssen e do consórcio Covax Facility.

A declaração ocorreu no momento em que as duas vacinas enfrentam dificuldades de liberação junto à Anvisa, além de estarem no centro das investigações da CPI da Pandemia no Senado. “Entendemos que o que temos de número de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano”, afirmou o ministro na ocasião.

A Covaxin e a Sputnik V receberam aval de importação da Anvisa considerado inviável para uso porque permite a aplicação das vacinas em somente 1% da população. A justificativa do órgão regulador foi a ausência de documentos necessários que comprovassem a segurança dos produtos.

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