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Brasil fatura quase R$ 350 mi na Libertadores com final Fla x Palmeiras

Por AdrianoSantos
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Os clubes brasileiros faturaram quase 40% da premiação paga pela Conmebol na Libertadores 2021. Os 47 participantes dividiram um total de US$ 168,3 milhões (R$ 915,4 milhões) e a final entre Flamengo e Palmeiras definiu a quantia para os filiados da CBF: US$ 63,9 milhões (R$ 348 milhões), ou 38% do montante para oito times (equivalente a 17% dos concorrentes).

A concentração de dinheiro no Brasil é reflexo do desempenho dos clubes, que têm chegado em maior número às fases mais avançadas e faturado mais —houve considerável aumento na porcentagem ganha pelos times daqui nos últimos anos.

Isso, como já mostrou a coluna, tem causado desconforto em outras confederações, que não veem como combater o poderio econômico do Brasil (mais do que a Argentina) e gostariam de alguma solução da Conmebol.

Uma das ideias é que a confederação aumente proporcionalmente igual as cotas pagas por participação em fases intermediárias daquelas repassadas aos finalistas —não é certo que para 2022 haverá reajuste. Em 2021, por causa das perdas econômicas causadas pela pandemia, não houve aumento.

É descartada qualquer mudança no número de brasileiros participantes ou em regulamento, que bloqueie, por exemplo, times do mesmo país em fases finais, como já ocorreu. Comercialmente para a Conmebol é importante ter muitos brasileiros e argentinos no torneio e se a final for entre eles, melhor ainda.

Grana

Em 2021, com oito participantes, os clubes brasileiros embolsaram US$ 63,9 milhões dos US$ 168,3 milhões distribuídos (38%). Em 2020, com o mesmo número de clubes presentes e de valor total de cotas, os times do Brasil ganharam US$ 58,2 milhões (32%), quase US$ 6 milhões a menos do que nesta temporada. Nos dois anos, a final única foi exclusivamente entre brasileiros, mas em 2020 a participação em etapas intermediárias foi pior.

Já em 2019, também com oito participantes, mas dividindo um total de US$ 161,9 milhões, os brasileiros faturaram US$ 42,15 milhões, equivalente a 26% da premiação, porcentagem bem inferior aos 38% de 2021 —em 2019, a final foi entre Flamengo e River Plate, a primeira em formato de jogo único, em Lima.

No ano anterior, com a decisão entre River e Boca Juniors (Palmeiras e Grêmio caíram nas semifinais), os brasileiros faturaram US$ 23,95 milhões de um total distribuído em cotas de US$ 103,85 milhões, ou 23% do montante.

A diferença se dá porque tem mais brasileiros em campo, e porque eles avançam mais no torneio, mas também porque os últimos aumentos de cotas foram proporcionalmente bem maiores para aqueles que chegam às fases finais. Isso esportivamente faz sentido, já que você premia os melhores, mas, na visão das federações menores, acaba privilegiando justamente quem já é mais rico e consegue formar times e estruturas mais fortes.

Por exemplo: a cota da fase de grupos, que é de US$ 3 milhões, não aumenta desde 2019, quando cresceu 65% comparado com 2018. No mesmo ano, o campeão teve acréscimo de 100% na premiação, de US$ 6 milhões para US$ 12 milhões, e de mais 25% em 2020, de US$ 12 mi para US$ 15 mi.

Oitavas, quartas e semis tiveram acréscimo para quem chegasse nessas fases de 30% a 40% de 2018 para 2019, e quartas e semis, de 20 a 25% de 2019 para 2020 —as oitavas, como a fase de grupos, não tem aumento desde 2019. O vice-campeão teve premiação dobrada de 2018 para 2019 (US$ 3 mi para US$ 6 mi), mas que ficou congelada em 2020 e 2021.

PREMIAÇÃO DOS BRASILEIROS NA EDIÇÃO 2021 (EM US$):

Flamengo – mínimo de 13,55 milhões (vice), máximo de 22,55 milhões (campeão)
Palmeiras – mínimo de 13,55 milhões (vice), máximo de 22,55 milhões (campeão)
Atlético-MG – 7,55 milhões (semifinal)
Fluminense – 5,55 milhões (quartas)
São Paulo – 5,55 milhões (quartas)
Inter – 4,05 milhões (oitavas)
Santos – 4,05 milhões (grupos e fase preliminar)
Grêmio – 1,05 milhão (segunda fase)

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