Bolsonaro aglomera com 60 pessoas sem usar máscara no mesmo dia em que Queiroga lança campanha pela proteção

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Bolsonaro aglomera com 60 pessoas sem usar máscara no mesmo dia em que Queiroga lança campanha pela proteção

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Nesta quarta-feira (12) Jair Bolsonaro decidiu promover um café da manhã com a bancada evangélica do Congresso Nacional no Palácio do Planalto. Ao todo, mais de 60 pessoas participaram do encontro, grande parte sem máscara de proteção, incluindo o presidente.

Imagens divulgadas pelo próprio governo mostram que os presentes estavam sentados em uma grande mesa lotada, sem qualquer distanciamento, e ainda posaram para fotos com Bolsonaro, gerando aglomeração. Segundo a secretaria do governo, a pauta do encontro foi “o fortalecimento da democracia brasileira”.

Além de deputados da bancada evangélica, como Marco Feliciano (Republicanos-SP), estavam presentes os ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Flávia Arruda (SeGov), André Mendonça (AGU), João Roma (Cidadania) e Fábio Faria (Comunicações).

Bolsonaro faz uma coisa, ministro diz outra

A aglomeração sem máscara promovida por Bolsonaro aconteceu pouco antes de um evento realizado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, para lançar uma campanha de incentivo ao uso de máscaras.

“O governo tem o objetivo de reforçar cada vez mais a campanha e alertar sobre medidas não farmacológicas, como uso de máscaras”, disse Queiroga, contradizendo a postura de Bolsonaro observada pouco antes.

Junto ao ministro, estiveram presentes no lançamento da “Campanha de Conscientização sobre Medidas Preventivas e Vacinação contra a Covid-19” a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, além do ministro da Cidadania, João Roma, que pouco antes estava no café da manhã de Bolsonaro aglomerando sem máscara.

Ambos os eventos, tanto o café da manhã do presidente quanto o lançamento da campanha do Ministério da Saúde, aconteceram enquanto o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten era desmentido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as ações e omissões do governo no combate à pandemia, a CPI do Genocídio.

Confrontado pelos senadores do colegiado, Wajngarten chegou a mentir, por exemplo, que não afirmou à revista Veja que houve incompetência do Ministério da Saúde na aquisição de vacinas contra a Covid e que estaria afastado da Secom quando foi lançada a campanha “O Brasil não pode parar”. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), inclusive, sugeriu que o ex-ministro poderia ser preso por mentir ao colegiado.

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