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Assaltos às eólicas no RN: criminosos continuam soltos

Por AdrianoSantos
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Pelo menos duas empresas que investem no interior do Rio Grande do Norte, em usinas de energia eólica, foram alvo de criminosos. Até agora, nenhum deles foi preso

A força do vento atrai diversas empresas e mostra para o mundo o potencial do Rio Grande do Norte, como maior produtor de energia eólica do Brasil. Os bilhões de reais que já foram e continuam sendo investidos por aqui, com estruturas gigantes dos empreendimentos, chamam a atenção da bandidagem que percebe, na fragilidade da segurança das regiões que recebem as usinas, um filão a ser explorado. Foi assim no sábado 25, em João Câmara, e em Jandaíra, dia 14 passado. Nesse intervalo de onze dias, dois ataques e nenhum preso.

No assalto em João Câmara, foram roubadas uma escada de alumínio e uma “pequena quantidade de cobre”, segundo informou o major PM Torres, que trabalha no município, acrescentando: “Para mim, os crimes não têm relação. No assalto à empresa eólica em João Câmara, foram apenas quatro criminosos, e eles levaram apenas uma escada de alumínio e uma pequena quantidade de cobre. Já o assalto em Jandaíra foi praticado por homens preparados e fortemente armados, que sabiam como funcionava um parque eólico.”

Do parque eólico em Jandaíra foram roubados, pelo menos, dois notebooks, 38 pneus de caminhão, 19 bobinas de cabos de cobre e 20 rádios de comunicação. O valor do roubo, segundo fontes do Agora RN, girou em torno de R$ 2 milhões.
Os criminosos, com armas de grosso calibre, saíram do matagal perto do canteiro de obras e renderam os funcionários. Dois vigilantes da empresa foram trancados no almoxarifado, de onde só conseguiram escapar quando o bando já havia fugido.

“Quando uma operação se estende por muito tempo, é natural que toda a vizinhança fique sabendo. Logo, essas informações chegam ao ouvido dos criminosos, que deixam seus materiais do crime no meio do caminho para não serem pegos. Estamos no encalço dos criminosos, coletando informações e juntando os dados, de modo que possamos dar a calma aos cidadãos de João Câmara e Jandaíra, e principalmente aos funcionários e trabalhadores de eólica, para que possam exercer suas atividades com tranquilidade”, diz o oficial da PM, que preferiu não informar seu nome completo.

Segundo Torres, dez minutos depois do assalto em João Câmara, policiais militares já estavam no local do crime. Sobre a possível rota de fuga dos criminosos, o major disse justificou: “Pela posição e localidade é difícil prever, mas nós podemos supor pequenas suposições de trajeto. Quando você avança pela estrada, surgem vias vicinais e pequenos acessos que dão margem a mais duas ou três localidades.”

Indagado se a Polícia Militar encontra dificuldades em impedir ações criminosas nessas áreas, o major explica: “O nosso GTO (Grupo Tático Operacional) tem um treinamento à altura, para que a gente possa enfrentar qualquer tipo de infrator, desde o menor até o grande infrator. Além disso, a nossa Companhia possui uma área de atuação muito grande na região. Mas se você for olhar a palavra efetivo, nós dependemos do envio de novos policiais para que a gente monte novos grupos táticos e bem centralizados.”

Ainda segundo Torres, a distância entre as localidades pode ter contribuído para que a polícia não chegasse a tempo e interceptasse os assaltos: “Há um timing entre a notificação do crime, a preparação das unidades e o deslocamento até o local da ocorrência. Fomos notificados depois de certo tempo após e por isso, mesmo que houvesse o nosso deslocamento até o local, não chegaríamos a tempo.”

Parte do material roubado da eólica de Jandaíra foi recuperado, após ser abandonado pela quadrilha. Até o helicóptero da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) foi usado na operação para tentar capturar o grupo que, ao que parece, não encontrou dificuldade para escapar do aparato policial.

O Blog tentou falar com o titular da 10ª Delegacia Regional de Polícia, em João Câmara, Nivaldo Floripes Batista, que também responde pela DP de Jandaíra, para que falasse como andam as investigações acerca dos assaltos às empresas de energia eólica, mas ele disse que estava em um procedimento de flagrante delito e não poderia, naquele momento, conversar com o repórter.

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