Seguros de vida disparam 26% em ano de pandemia e contratos vão a R$ 7,6 bi

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Seguros de vida disparam 26% em ano de pandemia e contratos vão a R$ 7,6 bi

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Um levantamento feito pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) mostra que o número de contratos de seguros de vida individuais cresceram 26% em 2020. A soma do valor dos contratos foi de R$ 6 bilhões em 2019 para R$ 7,6 bilhões em 2020.

Para o economista Bruno Musa, economista e sócio da Acqua Investimentos, os dados estão atrelados à situação atual e ao maior acesso das pessoas a esse tipo de informação.

“As pessoas ficaram mais ressabiadas, ficaram com mais receio de se deparar com uma situação de piora de saúde, em morte, algo assim. Além do mais, a gente vê ao longo do tempo, e não é de hoje, mas ao longo do tempo, uma democratização das informações sobre seguro de vida e o que ele faz parte do plano de vida sucessório”, afirma.

Musa avalia que as pessoas começaram a ter outra percepção sobre a vida durante a pandemia, e por isso, houve o crescimento na procura desses seguros. “A mudança de percepção de que a vida pode mudar de um minuto para o outro. De que de um segundo para o outro o cenário pode mudar drasticamente. Então eu acredito que esse foi o principal fator das pessoas começarem olhar por algo que talvez deixasse passar batido”, diz.

Questionado sobre se a alta dos valores está relacionada a procura ou ao aumento do valor dos contratos, o sócio da Acqua Investimentos opta pela primeira opção. “Acho que sim, que são novas pessoas que estão fechando contrato que não eram seguradas”, afirma.

Embora os valores sejam altos, o maior valor da série histórica foi em 2019, quando houve um crescimento dos seguros de vida individuais de 71% em relação a 2018.

Nelson Emiliano, vice-presidente da Comissão Atuarial da FenaPrevi, diz que esse dado está ligado à educação financeira. “As pessoas passaram a entender a diferença entre o seguro de vida em grupo e o seguro individual. Se trata de uma mudança por meio da educação financeira”, aponta.

No caso dos seguros em grupo, o valor total dos contratos com empresas e sindicatos cresceu 3,6% em 2020. Já os gastos com indenizações neste plano aumentaram 17,1%.

As indenizações em caso de acidentes ou morte dos segurados registraram um crescimento de 43% em 2020.

Para o professor e coordenador do MBA de Previdência Complementar da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Gilvan Candido, esse é o dado que mais chama a atenção. “Você não consegue observar nessa série um crescimento tão grande”, declara.

Candido diz que o resultado das indenizações reflete o momento de pandemia associado também à crise econômica. “Quando você está em crise econômica existe muita exposição a risco”, afirma.

O professor cita também o elevado número de mortes pela covid-19 e diz que “não se pode” afirmar que não há relação com esse dado das indenizações. “Talvez tenha sido a variável que mais determinou esse crescimento neste período”, conclui.

De acordo com Bruno Musa, os índices de crescimento do seguro de vida apontam para o crescimento deste segmento do mercado.

“Estamos em uma tendência de alta que deve ter cada vez mais pessoas que ao longo de irem entendendo, porque o conhecimento ainda é baixo sobre isso. Muitas pessoas não sabem que quando você morre, você tem um custo de inventário que pode chegar a 15% do seu patrimônio total. Isso pode ser usado como um mecanismo até para facilitar o processo de inventário”, argumenta.

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